Em janeiro de 2026, o Portugal Fashion afirma-se de forma clara no mapa internacional da moda, com um calendário articulado entre três das capitais mais relevantes da indústria europeia: Milão, Paris e, pela primeira vez, Copenhaga. Mais do que uma sucessão de eventos, trata-se de uma estratégia de posicionamento que projeta a moda portuguesa contemporânea como um ecossistema criativo, autoral e industrialmente sólido.
Para Mónica Neto, diretora do Portugal Fashion, “o calendário internacional de janeiro de 2026 reflete o trabalho de vários anos de construção de uma moda portuguesa mais sólida, mais profissional e mais relevante no contexto europeu. Milão e Paris são hoje mercados estratégicos para os criadores portugueses. Copenhaga representa um novo território que o Portugal Fashion começa agora a explorar de forma estruturada, alinhado com valores como sustentabilidade, inovação e cultura criativa. Em todos os casos, estamos a falar de propostas que vão muito além da lógica do desfile pontual e que ligam criação, indústria e posicionamento internacional, sempre como foco na moda como negócio, na expansão de mercados e na internacionalização.”
O roteiro começa em Milão, a 19 de janeiro, com dois desfiles que representam duas gerações e duas linguagens centrais da moda portuguesa. David Catalán e Miguel Vieira apresentam as suas novas coleções em formato runway, inserindo a criatividade portuguesa no centro do sistema italiano, onde moda, indústria e mercado se cruzam de forma decisiva.
De Milão, o foco desloca-se para Paris, epicentro global da moda e palco principal da presença internacional do Portugal Fashion em 2026. Entre 22 e 26 de janeiro, o Portugal Fashion Showroom instala-se no Marais, oferecendo a compradores, imprensa e profissionais da indústria uma leitura curada da moda portuguesa contemporânea, desenvolvida em articulação com a ModaLisboa.
A seleção do Portugal Fashion Showroom 2026 reúne marcas consolidadas e criadores em fase de afirmação internacional, incluindo Béhen Studio powered by ModaLisboa, David Catalán, Duartehajime powered by ModaLisboa e Susana Bettencourt, juntamente com uma nova geração desenvolvida através das plataformas de talento do Portugal Fashion. Arieiv For Lo Siento, Veehana e Maria Carlos Baptista integram o programa Bloom Portugal Fashion Incubator, enquanto E.P. ATE’LYER é o vencedor do concurso BLOOM 2025 pwd by Salsa Jeans. O showroom vai também incluir uma instalação visual de Ernest W. Baker.
No dia 23 de janeiro, Paris torna-se também o palco de um momento histórico para a moda portuguesa. Ernest W. Baker apresenta o seu primeiro desfile de sempre, integrado no calendário internacional, marcando a transição definitiva da marca para o território do autoral de luxo com visibilidade global. O desfile não é apenas um marco para a marca, mas um sinal claro da maturidade de uma nova geração de criadores portugueses que opera já dentro do sistema internacional.
A 29 de janeiro, o Portugal Fashion marca presença, pela primeira vez, na Copenhagen Fashion Week com o projeto Portugal Fashion & Arts: Inside the Studios, uma experiência imersiva com curadoria de Marques’Almeida. Longe do formato tradicional de desfile, a presença em Copenhaga assume-se como uma ativação cultural e criativa, onde processos, materiais, práticas e pensamento são colocados no centro da narrativa. Trata-se de um novo território e de um novo mercado estratégico para o Portugal Fashion, alinhado com os valores de sustentabilidade, inovação e autoralidade que definem a capital dinamarquesa como uma das mais influentes do novo sistema de moda global.
Com este roteiro internacional, o Portugal Fashion reforça a sua atuação fora de Portugal no arranque de 2026, integrando criadores portugueses em três dos principais ecossistemas europeus da moda e ampliando a sua visibilidade junto de imprensa, compradores e agentes do setor.
O Portugal Fashion é um projeto da responsabilidade da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, com o apoio dos seus parceiros estratégicos e cofinanciado pelo SIAC – Apoio a Ações Coletivas Internacionalização do Portugal 2030, no âmbito do Compete 2030 – Programa Inovação e Transição Digital, com fundos provenientes da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.